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Indústria 4.0 – A 4ª Revolução Industrial

Desde a primeira revolução industrial, em meados de 1750, com a inserção das máquinas a vapor, o modo de produzir mudou. Com o passar dos anos, os equipamentos ganharam mais espaço nas linhas de montagem, por exemplo. Graças a essas mudanças, o homem se viu obrigado a buscar conhecimento para dominar e trabalhar lado a lado com as máquinas.

Depois de atravessar três revoluções industriais (além da mecânica, tivemos a elétrica e a da automação), hoje o mundo encara uma nova “atualização”: a chamada Indústria 4.0. O termo é usado para descrever o momento da inserção da tecnologia nos modais de produção.

A utilização de impressoras 3D, a nanotecnologia e a inteligência artificial são alguns exemplos desse “upgrade”. Recentemente, a Apple apresentou ao mundo o primeiro carro autônomo da fabricante. O modelo, que dispensa a figura do motorista, ainda está em fase de testes, mas já mexeu com o mercado automotivo. Muitas empresas do ramo estão desenvolvendo em seus laboratórios protótipos e estudam formas de aprimorar a ideia da empresa de Steve Jobs.

Alguns países considerados de primeiro mundo já vivem a indústria 4.0, mas, de acordo com especialistas, nações emergentes também apresentam condições favoráveis para trabalhar com essas novidades. A explicação está nos benefícios da quarta revolução, como a capacidade de reduzir os custos de produção, manutenção e energia elétrica.

O papel do Brasil na 4ª Revolução Industrial

De acordo com o Índice Global de Inovação, atualmente o Brasil ocupa a posição 64 entre as 126 economias mundiais analisadas. Na América Latina, a liderança é do Chile (47º lugar). O índice é calculado pela Organização Mundial de Prosperidade Intelectual, com a parceira da Confederação Nacional da Indústria.

A ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) acredita que com a indústria 4.0, o país consiga economizar R$ 73 bilhões por ano. O resultado motivador tem provocado mudanças significativas. Dados do governo brasileiro apontam que o investimento no setor tem crescido, mesmo após o período de crise na economia. A injeção de crédito por empresas saltou de -1,5% no ano passado para +3% em 2018.

Durante o Fórum Mundial de Davos, que aconteceu em 2016 na Suíça, a indústria inteligente foi debatida entre os países participantes. Além de números promissores, o encontro trouxe também uma previsão pouco otimista para os trabalhadores de indústrias: nos próximos cinco anos, cinco milhões de pessoas podem perder o emprego nos 15 países mais industrializados do planeta com a mudança dentro das fábricas.

Entre as tecnologias que devem ganhar força e revolucionar a forma como as pessoas trabalham e vivem estão a robótica, a visão artificial, a inteligência artificial e a automação. O desenvolvimento destas novas áreas vai significar um novo momento de evolução do modelo produtivo.

A revolução 4.0 é uma realidade e só vai sobreviver a ela as empresas e pessoas que se adaptarem. O Brasil ainda está caminhando na criação de produtos personalizados e inovadores. Muitos municípios já contam com Parques Tecnológicos para abrigar startups e pesquisadores que possam auxiliar na criação de uma indústria inteligente.

Além de estímulos por parte dos governos federal, estadual e municipal, as empresas precisam se atentar a essas mudanças. Os especialistas no assunto defendem que as pessoas também acompanhem o movimento e busquem qualificação profissional e treinamento para lidar com a revolução que já é uma realidade.

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